Meio Ambiente

Redução da produção de lixo pode melhorar indicadores de saúde no Estado - 17/03/2004 00:00

Reduzir o volume de lixo produzido e destinar adequadamente os resíduos perigosos contribuirá significativamente para melhorar os indicadores de saúde no Estado, além de aumentar a vida útil dos aterros sanitários. A informação é do secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos Luiz Eduardo Cheida, que falou para mais de 90 empresas e entidades que aderiram ao Programa Desperdício Zero nesta quarta-feira (17), no Sebrae.
Um levantamento realizado pela Secretaria indicou que 45% dos resíduos perigosos gerados não têm um destino definido e podem estar sendo lançados diretamente no meio ambiente. Das 19 mil toneladas de lixo produzidas diariamente no estado, quase 10 mil correspondem aos resíduos industrias.
“Este dado nos preocupa muito porque não sabemos se este lixo está sendo jogado clandestinamente em rios, mar ou florestas paranaenses”, declarou o secretário. Segundo ele, a parceria com empresas e indústrias é essencial para modificar este quadro.
O encontro serviu para divulgar aos empresários detalhes sobre a política estadual de resíduos sólidos, que pretende eliminar os 180 lixões existentes a céu aberto e reduzir em 30% o volume de lixo gerado. Estão sendo realizados fóruns de discussões divididos entre os tipos de materiais recicláveis gerados pelas empresas como resíduos rurais (agrotóxicos e dejetos de animais), resíduos sólidos urbanos (recicláveis e materiais orgânicos), resíduos da área de saúde, resíduos industriais, pilhas e baterias, pneus, construção civil e lâmpadas.
A idéia da Secretaria do Meio Ambiente é de que, durante o encontro, as empresas possam trocar experiências e definir ações baseadas na política estadual de resíduos sólidos, para reduzir o volume de lixo produzido e dar um destino adequado ao resíduo, visando sempre a reciclagem e o reaproveitamento.Os fóruns de discussão prosseguirão até quinta-feira (18).
O governo do Estado estará dando aporte técnico e legal para que as empresas parceiras atinjam o objetivo de reduzir o volume de lixo produzido.

Parceria - O Sebrae/PR já aderiu ao Programa da Secretaria do Meio Ambiente e, durante o encontro, mostrou a sua experiência na atuação dos chamados econegócios - geração de negócios a partir da coleta, comercialização e transformação de resíduos sólidos urbanos. Implantado em 114 municípios paranaenses, o econegócio demonstrou, além do desenvolvimento local e geração de emprego e renda, um resultado positivo na educação ambiental da população.
Segundo os consultores do Sebrae/PR, o resultado do trabalho realizado demonstra impacto social, principalmente nas regiões onde foram desenvolvidos projetos ligados a resíduos recicláveis. Os principais pontos foram a diminuição no volume de resíduos depositado nos lixões, a retirada de 159 famílias que viviam nos lixões, elevação da renda média mensal dos catadores de R$ 80,00 para R$ 300,00, a formação de 25 grupos ecológicos com 550 participantes, apoio à implantação de dois projetos de biossistema integrado em suinocultura (São Miguel do Iguaçu e Toledo) e o mapeamento do mercado de recicláveis no Sul do país.
A Unimed e a Editel assinaram o termo de adesão ao Programa durante o encontro. Com isso, o governo do Estado fará parte do trabalho de recolhimento das listas telefônicas antigas, que serão recicladas e transformadas em cadernos para estudantes de escolas públicas.
Segundo informações de instituições ambientais, a cada 600 listas recicladas são preservadas 60 árvores adultas, economizados 2,5 barris de petróleo, 30 mil litros de água e o espaço com volume de três metros cúbicos em lixões e aterros. Em 2003, foram recolhidas cerca de100 mil listas antigas na região de Curitiba.
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