Saúde

Evento sobre a hanseníase alerta para a necessidade do diagnóstico precoce - 25/05/2011 18:50

O Dia Estadual de Conscientização sobre a Hanseníase foi lembrrado em Curitiba nesta quarta-feira (25) com um evento promovido pela Secretaria da Saúde, que reuniu ex-portadores da doença, lideranças de movimentos sociais e autoridades da saúde. Também participou a atriz Elke Maravilha, voluntária do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan).

O dia estadual é comemorado no dia 26 de maio, data de nascimento do médico hansenologista Germano Traple, que dedicou sua vida em prol dos cidadãos acometidos pela hanseníase e que no Paraná é considerado o precursor da prevenção das incapacidades. Ele foi o homenageado do dia.

O coordenador nacional do Morhan, Artur Moreira Custódio de Souza, trouxe como presente ao secretário da Saúde, Michele Caputo (representado pelo superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz) um relógio do movimento. Segundo Souza, o objeto “representa a pressa de quem não pode continuar convivendo com uma doença que pode ser erradicada em nosso país”. “O Paraná tem bons números, se compararmos com outros estados, mas isso não significa que podemos reduzir a vigilância, pois não é possível que o Brasil continue sendo o primeiro país em incidência de hanseníase no mundo”, destacou.

Nos últimos quatro anos, o Paraná tem registrado em média 1.200 casos novos por ano, o que demonstra que a doença está sob controle. Em 2009, foram confirmados 1.202 casos novos de hanseníase no Estado e em 2010, 1061. “É importante destacar que a hanseníase é uma doença séria, mas que quando diagnosticada precocemente não chega a causar deformidades e, com o tratamento adequado, e gratuito pelo SUS, tem cura”, disse a coordenadora do programa estadual, Nivera Stremel.

A atriz Elke Maravilha falou sobre o preconceito que ainda atinge os portadores da doença. “Eu sou diabética e cardíaca e, no entanto, ninguém tem preconceito comigo por causa dessas doenças. Então por que existe esse tipo de preconceito com os portadores de hanseníase? Minhas doenças não têm cura, mas a hanseníase tem”, disse Elke.

O superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, destacou que concorda com a linha de atuação do Morhan, de não aceitar o avanço de uma doença que pode ser facilmente eliminada com ações permanentes de vigilância. “Termos melhores números que outros estados não significa que estamos tranquilos. Este dia de alerta não é uma comemoração, mas um dia de conscientização para que os diagnósticos sejam feitos antes que os portadores desenvolvam sequelas, permitindo a cura em pouco tempo”.

Com parte da programação, foram homenageadas pessoas que se destacaram no controle da hanseníase no Paraná e apresentadas intervenções artísticas falando sobre a doença e formas de tratamento e cura.

SINTOMAS – A hanseníase é uma doença que se manifesta principalmente na pele, com manchas esbranquiçadas e avermelhadas, dormência, caroços pelo corpo e bolhas nas mãos e braços. A doença também atinge o sistema nervoso, podendo causar deformidades nas mãos e pés. Uma vez iniciado o tratamento, o paciente não transmite mais a hanseníase. O tratamento, que tem duração de seis meses a um ano, é à base de medicamentos e está disponível no Sistema Único de Saúde.

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