Educação

Governo e reitores buscam solução para o caso Vizivali - 05/05/2011 14:20

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação (Seed) e da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), está concluindo, junto com as universidades estaduais e o Conselho Estadual de Educação, a construção de uma solução para os alunos que fizeram o Curso Normal Superior ofertado pela Faculdade Vizinhança Vale do Iguaçu (Vizivali) entre 2002 e 2004 e até hoje não obtiveram certificado dessa graduação.

Nesta quarta-feira (30) uma reunião sobre o caso Vizivali ocorreu no miniauditório do Palácio das Araucárias entre o vice-governador e secretário da Educação, Flávio Arns; o secretário de Ciência e Tecnologia, Alípio Santos Leal Neto; o presidente do Conselho Estadual da Educação, Romeu Gomes de Miranda; reitores e representantes das universidades estaduais do Paraná.

No encontro, foram discutidas ações a serem adotadas para que as universidades tenham condições de certificar os alunos que concluíram o curso na Vizivali. Uma das propostas discutidas é que os alunos passem por uma complementação de estudos, com carga horária ainda a ser definida, para que no fim recebam o diploma de graduação em Pedagogia, emitido pelas universidades estaduais.

Nos próximos dias, novos encontros devem ocorrer para o planejamento definitivo das ações. O caso Vizivali vem sendo tratado pelo governo do Estado desde o início deste ano. Os secretários de Educação e Ciência e Tecnologia já estiveram reunidos com o ministro da Educação, Fernando Haddad, que deu autonomia ao Estado do Paraná para resolver a questão entre as redes de universidades estaduais.

De acordo com Arns, a intenção é convergir para uma solução que seja legal e de qualidade, com amplo entendimento entre os segmentos envolvidos. "Estamos tratando esse tema como uma questão de governo. As pessoas que fizeram um curso legalmente autorizado não podem ser lesadas", diz.

O secretário de Ciência e Tecnologia ressaltou que é importante todos trabalharem juntos para encontrar um consenso. "O que deve prevalecer é a justiça. O poder público não pode se eximir da responsabilidade. São professores que estão há muitos anos em sala de aula", disse.

Os reitores colocaram-se à disposição para contribuir na definição de caminhos para regularizar a situação dos alunos que concluíram curso da Vizivali. O reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), João Carlos Gomes, destaca a importância da discussão. "Temos de encontrar uma solução ágil, rápida e legal. E todos estão dispostos a fazer isso", disse. Para a reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Nádina Aparecida Moreno, é essencial que as universidades participem do processo. "Queremos resolver, pois se trata de uma questão social e de respeito com aqueles que fizeram o curso", diz.

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