Habitação

Pessuti assina ordem de serviço para mais 60 casas quilombolas - 23/11/2010 11:50

O governador Orlando Pessuti assinou, nesta terça-feira (23), junto com o presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Everaldo Moreno, a ordem de serviço para a construção de mais 60 unidades habitacionais para famílias quilombolas, na cidade de Adrianópolis. Atualmente estão em execução, na cidade, 16 unidades nas comunidades Porto Velho (13) e Praia do Peixe (03).

As novas 60 casas beneficiarão famílias das localidades Córrego das Moças (10), João Surá (22), Bairro do Roque (09) e Sete Barras (19). Além destas, já foram construídas 27 moradias na comunidade Sutil, em Ponta Grossa.

Pessuti agradeceu a todas as secretarias que, de alguma forma, contribuem para a melhoria das comunidades quilombolas. “Em primeiro lugar temos de agradecer à Cohapar e ao Grupo Clóvis Moura, além das secretarias da Educação e de Assuntos Estratégicos. Todos se empenham para oferecer condições dignas de vida a este povo”.

Para Moreno, este novo compromisso demonstra a sensibilidade com que o Governo do Paraná trata os povos mais necessitados. “Estamos transformando a realidade social dos descendentes de escravos aqui no Estado. Mais famílias terão uma casa de qualidade e uma vida digna”, afirmou. “Estas famílias são descendentes dos bravos escravos que buscavam os quilombos para conquistar a liberdade. É dever do governo atender a um povo que faz parte da história do Brasil e que, com seu trabalho, ajudou o país a crescer”, completou.

Glauco Souza Lobo, presidente do grupo de trabalho Clóvis Moura, disse que tem a sensação do dever cumprido ao ver a autorização para mais 60 unidades habitacionais. “Hoje o Governo do Paraná está dando uma resposta à sociedade. Estas famílias não tinham acesso a políticas públicas e eram marcadas pelo preconceito. Agora vão morar em casas muito boas e melhorar as condições de vida”.

Segundo ele, ainda há muito a ser feito pelos quilombolas no Paraná. “Com estas 60 moradias completamos a marca de 103 casas no Paraná. Considerando que há cinco anos nem se sabia que havia remanescentes de escravos no nosso Estado, este é um número muito bom. Mas precisamos trabalhar arduamente para atingir a meta de atender todas as famílias quilombolas do Estado”, afirmou.

O prefeito de Adrianópolis, João Manoel Pampini, acredita que a cidade toda ganha com a execução de casas para as famílias quilombolas. “Este é um resgate histórico para toda a região e para esse povo que já foi perseguido e estava abandonado. Graças ao Governo do Paraná esta situação está mudando”, disse.

Para o presidente da Associação de Moradores, Antônio de Matos, é uma felicidade ter a história de seus antepassados reconhecida pelo governo. “Nos sentimos valorizados porque o governador Pessuti está dando importância aos quilombolas. Passamos por momentos muito difíceis, mas agora estamos dando um passo que vai nos proporcionar uma vida melhor”.

Projeto - O projeto das moradias prevê que as casas terão 52 metros quadrados, com arquitetura voltada às tradições quilombolas. A seleção das famílias foi feita pelo departamento social da Cohapar e pelo grupo de trabalho Clóvis Moura, responsável, no Governo do Paraná, pela execução de políticas públicas dedicadas aos descendentes de escravos.

Em 2.009, o projeto Casa Quilombola do Governo do Estado, desenvolvido pela Cohapar, foi premiado com o Selo de Mérito 2008 da Associação Brasileira de Cohab’s. “O prêmio conquistado mostra que o projeto é coerente e atende não somente as necessidades habitacionais mas também culturais deste povo”, afirmou Souza Lobo.

História – Na região do Vale da Ribeira existem 13 comunidades quilombolas. Formadas há 150 anos, as casas foram erguidas a pau a pique, sem banheiros e com piso de chão batido. Não possuem infraestrutura nem redes de água ou luz. As famílias comem o que plantam, como milho, feijão e mandioca, atividades que ainda possibilitam algum recurso para a sobrevivência. Alguns integrantes possuem aposentadoria rural.

As comunidades vivem em locais de difícil acesso porque na época do Brasil colonial os escravos que conseguiam fugir das fazendas buscavam esconderijo em locais que impediam os ‘capitães do mato’(caçadores de escravos) encontrá-los. Esses lugares geralmente ficavam em regiões de florestas e montanhosas. Até hoje os descendentes de escravos continuam morando nas terras onde seus antepassados se refugiaram na busca pela liberdade.

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