Governo

Requião inaugura Memorial Ney Braga em homenagem ao aniversário da Lapa - 12/06/2005 14:40

O governador Roberto Requião, a secretária da Cultura, Vera Mussi, e o prefeito da Lapa, Miguel Batista, inauguraram neste domingo (12) o Memorial Ney Braga, no Centro Histórico da cidade, exatamente na casa onde o político nasceu há 98 anos. O acervo do memorial é composto por fotos, medalhas, placas e diplomas que fazem parte do arquivo pessoal de Nice Braga, viúva de Ney Braga.

A casa que abriga objetos e documentos data da segunda metade do século XIX, e foi tombada em 1989 junto com o Centro Histórico, e foi restaurada pelo Patrimônio Cultural da Secretaria da Cultura, recebendo o grau máximo de proteção.

Na solenidade de inauguração do memorial, Requião destacou a modernidade administrativa do ex-governador ao qual ele classificou de revolucionária para a época, quando convidou jovens intelectuais e universitários para atuar no seu governo, dando um caráter inovador no conceito de governo no Paraná. “Foi o criador de coisas novas, fundou a Copel, a Sanepar, a Codepar, e construiu estradas que ligaram o Paraná de norte a sul”, disse Requião. Para o governador, Ney Braga valorizou a administração do Estado pelo caráter e ética. “Foi um governo comprometido com valores éticos”, disse.

Requião quebrou o protocolo e chamou para falar na solenidade os historiadores e políticos que se destacaram no período de Ney: Túlio Vargas e Norton Macedo, que lembraram a carreira política do ex-governador.

A viúva de Ney Braga, Nice Braga, disse que todo o arquivo pessoal do ex-governador está transferido para o memorial na Lapa. Segundo ela, foi muito difícil se desfazer das coisas do marido, mas que o compromisso com a História do Paraná está acima de valores sentimentais pessoais. “Aqui na Lapa o acervo será muito bem cuidado e aberto ao público, e é importante que o povo saiba o que Ney Braga fez para o Paraná e para o Brasil”, afirmou.

Para a secretária da Cultura, Vera Mussi, preservar a história e a memória das grandes figuras que dedicaram sua vida ao trabalho pelo Paraná engrandece ainda mais o povo. Ela lembrou que a Secretaria executou todos os projetos necessários para a instalação do memorial, como o de recuperação do edifício, desenho e compra do mobiliário específico, luminotécnico, do espaço de exposições, e ainda realizou o trabalho de higienização e catalogação do acervo, com custos de R$ 22.000,00.

A maior parte dos objetos recebeu higienização e classificação pela Coordenadoria de Patrimônio Cultural da Secretaria da Cultura, que também organizou todo o acervo que compõe o memorial. O projeto da Coordenadoria também contempla um espaço especial para os objetos pessoais, como a escrivaninha e a cadeira do ex-governador. Há também uma sala para guardar o acervo bibliográfico, que será disponível para consulta.

Mostras de arte, missas e procissões, apresentações artísticas, premiações e shows fazem parte da programação, que começou em 31 de maio, homenageando a cidade da Lapa, que nesta segunda-feira (13) completa 236 anos.

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Projeto do Memorial é bem mais antigo

A casa onde Ney Braga nasceu tem característica arquitetônica luso-brasileira. As paredes externas são em alvenaria de pedras e as internas em estuque. O forro e pisos são em madeira, em grande parte originais. Também as esquadrias são da época da construção e a cobertura em telhas cerâmicas em quatro águas.

O projeto de montar na Lapa um memorial homenageando o político é bem antigo. Ainda quando Ney Braga estava vivo, em 1975, o então prefeito da Lapa, Sérgio Leoni, comprou a casa e restaurou-a segundo o projeto do arquiteto Cyro Corrêa Lyra. “O próprio Ney Braga visitou a casa que foi inaugurada como sede da Biblioteca Municipal em 1979”, lembra Leoni. Quando o político morreu, Sérgio Leoni procurou a viúva para conversar sobre o memorial. “A partir de então o projeto tomou forma, com as doações de Dona Nice”.

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Ney é reconhecido como um político de grande atuação

Político de grande atuação no Estado, filho de Antonio Lacerda Braga e de Semírames Barros Braga, Ney Braga nasceu em 25 de julho de 1917 na Lapa. Iniciou a carreira política em 1952, como chefe da Polícia (equivalente à secretário de Segurança Pública). Em seqüência ininterrupta foi também prefeito de Curitiba (1954/58), deputado federal eleito com 57 mil votos (1958/60), governador do Estado (1960/65), ministro da Agricultura (1965/66), senador da República (1967/74), ministro da Educação e Cultura (1974/78), governador do Estado novamente (1979/82), diretor geral da Itaipu Binacional e presidente da Fundação Mudes desde sua criação (1966).

Como prefeito de Curitiba declarou na cerimônia de posse que “o amor ao trabalho é condição essencial ao homem para enfrentar os problemas de qualquer administração”. Autor da frase “administrar é saber estabelecer prioridades”, Ney Braga concretizou várias projetos também na área cultural.

Ocupando a pasta de ministro da Educação e Cultura, auxiliou na criação da Secretaria de Cultura, futuramente o Ministério da Cultura e, em sua gestão, tornaram-se comuns os Encontros de Cultura, que reuniam artistas, diretores e executivos da área. Implantou também o Parque Histórico do Mate e o Conselho Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico e da Curadoria do Patrimônio Histórico.

A Rádio Estadual do Paraná foi melhor equipada e passou a ter maior potência nas transmissões. Foram criadas 41 bibliotecas e ampliado o programa de distribuição de livros didáticos.

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